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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Roma - La Città Piu Bella del Mondo

Os caminhos da empatia são sempre para mim misteriosos… O que é que nos leva a gostar de uma pessoa quase à primeira vista? Ou de uma cidade? De onde vem o meu amor por Roma?
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Se tentar racionalizar, posso falar das cores da cidade, da luz que tudo ilumina e modifica, das omnipresentes fontes e da sua frescura, do tropeçar em cada esquina numa obra arte, das esplanadas e dos capuccinos, das motoretas que passam velozes a toda a hora e das igrejas quase vazias onde apetece encontrar o silêncio que a cidade não tem…
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Se racionalizar vejo que o meu amor por Roma vem de longe… É um amor com mais de 20 anos… Um amor quase adulto que transformou esta cidade numa das minhas cidades “sem mapa”, a minha cidade favorita no mundo, aquela onde sei que voltarei sempre, esta foi a 7ª vez e tenho a certeza que não foi a última.

Nas fotos (tiradas pelo Sr. Girassol) podemos ver a cidade com a sua incontornável Fontana di Trevi (foto 1) e o Coliseu (foto 9).

Está também a minha igreja favorita em Roma a Igreja de Santo Ignacio de Loyola (foto 6) que tem uma cúpula “falsa” absolutamente fantástica, não houve dinheiro para fazer a cúpula inicialmente projectada, por isso na seu lugar foi pintado em perspectiva aquilo que se deveria ver se houvesse cúpula.
Na foto 3 está a minha descoberta desta viagem, o Mercado de Trajano, o local onde os Romanos faziam todo o tipo de comércio, são vários andares e faz-nos pensar em quão avançados eles eram para a época, uma vez que se trata de uma estrutura quase igual aos centros comerciais da actualidade.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Harina em Madrid

Se a minha relação com Espanha já vem de muito longe, a minha relação com Madrid terá apenas uns 15 anos (Tanto? Tão pouco?) considero-a por isso uma paixão tardia. Mas se quisesse dizer quantas vezes já lá estive, mesmo com um bom esforço de memória, não sei se conseguia… Devo ser das poucas pessoas no mundo que gosta mais de Madrid do que de Barcelona… Com a excepção dos Madrilenos, claro ;)

Em Madrid, já estive com 42º e com -2º, já estive em trabalho e em lazer, já estive doente e já fui feliz, já estive com colegas, com inúmeros amigos e muitas vezes sozinha. Gosto de passear pelas mesmas ruas sem mapa, gosto da movida que move a cidade a toda a hora, gosto dos museus e das tapas, gosto de voltar aos mesmo sítios e de descobrir sítios novos… como este.

O Harina (farinha em Castelhano) é uma padaria/ café com um ar absolutamente delicado, todo branco, como a farinha. Fica mesmo no centro de Madrid em frente ao Parque do Retiro. É um daqueles sítios onde se pode comer o que se quiser a qualquer hora e onde apetece ficar a preguiçar. Achei particularmente engraçada a forma de servir a salada de frutas.

Na rua tem uma óptima esplanada que com os 5 graus que se faziam sentir estava vazia, e umas bicicletas também brancas que podem ser emprestadas aos clientes para passearem no parque. É um daqueles sítios onde tenho a certeza que vou voltar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Meteora

Assim que soubemos que não poderíamos sair da União Europeia e que teríamos que recorrer a um "Plano B", as ideias que surgiram imediatamente foram a Transilvania e Meteora na Grécia.
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Tenho de confessar que eu nunca tinha sequer ouvido falar de Meteoramea culpa… porque deve ser dos sítios mais interessante da Grécia.
No cimo de vários montes existem há séculos alguns mosteiros, já foram mais de 20 mas neste momento são apenas 6. Alguns são acessíveis de carro (aqueles que têm normalmente mais visitantes) e outros apenas por escadas feitas na rocha, estes obviamente são menos visitados. As rochas são impressionantes tanto na altura como nas cores, oscilando entre uma enorme variedade de cinzas e castanhos.
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Acabámos por visitar um de cada, começamos pelo menos óbvio, o mosteiro de Agia Tríada (Santíssima Trindade) para o qual tivemos de subir uma escadaria circular. Eram degraus e mais degraus, seriam por volta de 150 mas com os mais de 30º que se faziam sentir, para mim foram mais de 1500 :) Mas no fim a magnifica vista recompensou o esforço. O meu amigo Zé António que sabe tudo sobre James Bond disse-me mais tarde que este mosteiro entrou no filme “007 Missão Ultra-Secreta” algures nos anos 80. Este mosteiro é o da foto 1.
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Mais tarde visitamos o mosteiro de Holy Meteora. É um dos maiores e actualmente um convento onde vivem algumas freiras em permanência. Uma curiosidade era o facto de estarem a distribuir à entrada uns panos para colocar à volta da cintura de forma a que todas as mulheres estivessem (aparentemente) de saia.
Tendo em conta que estávamos num lugar sagrado, podia fazer sentido se estivéssemos de calções ou de mini saia, uma vez que mostrar as pernas podia ser “indecoroso” mas não… destribuíam apenas os panos às mulheres que estavam de calções e de calças… ou seja o problema não era o mostrar ou não as pernas… o problema era não estar vestida de “mulher”.
Todas as mulheres que estavam de vestido ou de saia eram dispensadas do pano. Eu estava de calças e por isso à porta uma das freiras deu-me um tecido às flores azuis, eu dei uma rápida vista de olhos a todos os panos e com um sorriso pedi-lhe para trocar por um outro… ás bolinhas… onde há bolinhas não se pensa duas vezes… :) Este mosteiro é o da foto 2.
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E porque “o seu a seu dono”, as fotos de hoje foram tiradas, mais uma vez, pelo Sr. Girassol ;)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Transilvânia

Toda a zona da Transilvânia foi uma grata surpresa e um dos pontos altos da viagem. Na verdade a Roménia foi muito mais do que estava à espera, a começar pelas estradas em excelente estado. Pode parecer pouco mas é muito, especialmente quando que chega da Bulgária com estradas com verdadeiras crateras, o que tornava qualquer simples deslocação numa “aventura contra obstáculos”.

A Transilvânia é a zona que ficou conhecida nos filmes e na literatura graças á obra de Bram Stroker que criou o Conde Drácula baseado numa figura local, o Principe Vlad III que não tinha propriamente fama de ser simpático.

O seu castelo em Bran foi por isso o primeiro ponto de paragem. Fica no meio das montanhas e é um sítio verdadeiramente encantador apesar dos inúmeros turistas - fotos 1 e 2.

Visitamos mais 3 cidades que são um verdadeiro “Bombom” e que formam o chamado “Triângulo da Saxónia”. A primeira foi Brasov, é relativamente perto do castelo de Bran e é a maior de todas, é uma cidade cheia de vida e muito agradável - fotos 3 e 4.

.A segunda cidade a ser visitada foi Sighisoara, muito mais pequena que Brasov e com toda a cidade antiga dentro de muralhas, tinha um ar bastante medieval e parado no tempo (com tudo o que isso tem de bom) - fotos 5 e 6.

.Por fim visitámos Sibiu, não estava prevista mas ficava em caminho e resolvemos passar por lá ao fim do dia. Foi onde estivemos menos tempo e como “o fruto proibido é o mais apetecido” foi por mim eleita a cidade mais bonita da Roménia. Acho que ajuda o facto de ter sido capital Europeia da Cultura em 2007 e por isso todos os prédios estarem pintados de fresco, num colorido que fazia a cidade “brilhar”, para além das janelas nos telhados em forma de olho que davam às casas um ar bem divertido - fotos 7 e 8.

De todos os sítios por onde já passei há sempre aqueles onde digo “aqui quero voltar” e a Transilvânia em sem dúvida um desses sítios, só não sei é quando.... :)
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P.S E porque nenhuma das fotos de hoje foi tirada por mim, muito obrigada ao Sr. Girassol ;)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Veliko Tarnovo

A espera de 2 dias pelo papel que nos permitia sair com o carro da Bulgária levou-nos a conhecer uma cidade no norte que estava classificada no plano inicial com um, “se sobrar tempo vamos lá”. Chama-se Veliko Tarnovo, é uma cidade verdadeiramente amorosa e aquela que mais gostei na Bulgária.

Deviam estar uns 35º e mesmo assim subi heroicamente :) até ao cimo do castelo (na 1ª foto). Mas quando cheguei cá baixo, só necessitávamos de sombra, água fresca e litros de Tarator.
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O meu desejo foi plenamente satisfeito num restaurante que ficava na rua mais antiga da cidade (na 2ª foto) e a receita segue dentro de momentos ;)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

E já foram as Férias...

11 dias, 3 países, 3 alfabetos, 3.600km percorridos, 50 cd’s ouvidos, 450 fotos tiradas, 1 banho no Mediterrâneo, 35º às 11h da noite.
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Esta foi uma viagem diferente de todas as outras que já fiz, saí a pensar que o destino seria um e no final foi outro… A ideia inicial era a de ir de carro desde a Bulgária até à Croácia passando pelos países da ex-Jugoslávia, mas logo à chegada a máquina burocrática entrou em acção e fomos confrontados com o facto de que um carro alugado na Bulgária não poder sair para fora da União Europeia… E mesmo assim necessita de um documento que custa 86 Euros e que demora 2 dias a fazer… enfim… quando a burocracia se sobrepõe ao bom senso o resultado não pode ser bom.
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Primeiro veio a surpresa, mas rapidamente os antigos planos foram guardados e novos planos surgiram… Só se podia circular na União Europeia? Então seriam a Roménia e a Grécia a ser visitadas. Quando se gosta de conjugar o verbo “ir” o destino às vezes é o menos importante ;)
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Por enquanto ficam algumas fotos de um dos sítios que mais gostei de visitar, o Mosteiro de Rila, um lugar verdadeiramente mágico no meio das montanhas na Bulgária.
Se às fotos eu pudesse juntar o som dos monges que cantavam no momento em que lá estive teriam a ideia da perfeição e da paz que se sentia.

terça-feira, 27 de abril de 2010

O (meu) Algarve

O Algarve será sempre a minha terra, a terra onde nasci, onde cresci e de onde tenho muitas recordações, algumas boas, outras nem tanto…. Mas o Algarve que agora vi é outro, como se fosse uma mistura de sítios tão perto e tão longe… Uma fusão entre a memórias dos lugares e o nunca visto… Este Algarve é sem dúvida diferente, mais florido, mais tranquilo, mais genuíno, com pessoas apaixonadas pelo que fazem, com pessoas que apetece descobrir, com pessoas que estarão para sempre dentro do meu coração.
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Este Algarve do Sotavento foi-me mostrado pela Margarida e através dela mudei a perspectiva das coisas e olhei para tudo como se fosse a primeira vez… com um deslumbramento de descoberta quase infantil… é bom quando voltamos a ser crianças e partilhamos risos e brincadeiras com pessoas que mal conhecemos mas que sentimos tão próximas, como se sempre lá tivessem estado….!

Este fim-de-semana foi especial e uma parte disso ficou a dever-se à companhia da Ana, da Ameixinha, da Canela, da Gasparzinha, da Laranjinha, da Margarida, da Mónica e da Pipoka, este (meu) Algarve nunca mais será o mesmo... por isso dizer-vos obrigada é dizer-vos pouco ;)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Os Monges Budistas


Os jovens monges Budistas estão em todo o lado com as suas vestes alaranjadas que significam a renuncia ao bens terrenos. Os monges recebem ofertas de comida da população e esse é o único meio que têm para se alimentarem, já que não podem comprar nada.
As mulheres não podem nem tocar nos monges nem oferecer-lhes nada directamente, têm sempre de usar um intermediário masculino ou deixar a oferta no chão para os monges apanharem.
Cerca de 90% da população pratica o budismo. Para além da tropa, todos os homens tailandeses têm de frequentar durante três meses da sua adolescência, um mosteiro budista de forma a obterem mérito para si e para os seus.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Um Mundos de Contrastes

Estive pela segunda vez em Banguecoque, uma cidade à qual muitos dizem que só se deve ir uma vez por ser uma cidade muito caótica… acho que não se pode considerar uma cidade bonita, é uma cidade muito grande (com 10 milhões de habitantes) que guarda em si muitos contrastes…. Entre a beleza dos palácios e a sujidade das ruas há um mundo de distância, entre a poluição do ar e a paz que se respira nos templos há diferenças abissais.
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A cidade vive assim num eterno yin e yang como se toda ela se pautasse pelo contraste entre aquilo que é bom e aquilo que é mau. Nela se juntam a amabilidade das pessoas com o trânsito caótico, o cheiro da comida por todo o lado com o cheiro das flores nos omnipresentes altares, os gigantes centros comerciais com as bancas de rua que tudo vendem, os mais modernos viadutos com as ruelas mais estreitas, tudo se cruza e se mistura num resultado nem sempre fácil de assimilar mas sempre surpreendente.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Comida Portátil

O que mais me surpreende na Tailândia é o facto de toda a gente comer tudo na rua a qualquer hora…. Não existem “refeições” (no sentido clássico do termo), o lema é “se tiver fome, coma” o que quer dizer que o normal é as pessoas comerem umas 7 vezes por dia…. São no entanto um povo magro porque aquilo que comem é muito pouco calórico, não existem gorduras saturadas e quase não existem sobremesas e quando as há são em pequenas porções.
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Na rua há de tudo à venda em pequenos carrinhos, cada um deles é especializado num produto, há carrinhos de sumos, de chá e café, de fruta (muitos), de arroz, de noodles, de ovos estrelados, de peixe seco, de peixe grelhado, de frangos grelhados, de escaravelhos fritos e outros bichos não identificáveis (pelos menos por mim)…. Mas também há carrinhos com gelatinas, panquecas e algumas heranças Portuguesas como fios de ovos e pequenas trouxas de ovos. Tudo é cozinhado ao ar livre, à vista do cliente em condições de higiene melhores ou piores mas sempre surpreendentes para nós Ocidentais.
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Tudo é feito de forma a que se usem o menor numero de talheres, os alimentos são cortados ou colocado em pauzinhos de madeira e mesmo à mesa não se usam facas, mas ao contrário da China não se come com pauzinhos, o normal é o uso do garfo e da colher.