A D. Otília é uma empreendedora extraordinária… vive em Cachopo, uma aldeia no meio da serra Algarvia, mas isso não a impede de fazer mil coisas, não é o isolamento, nem a distância que são para ela limitadoras…. levou anos até conseguir que as distribuidoras deixassem jornais no seu quiosque… mas conseguiu….! E agora como ela dizia, “vendo 2 Correio da Manhã e 2 Marias, mas o que interessa é que as pessoas lêem…"!
Como é que se pode não se gostar de uma pessoa assim?
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É uma conhecedora das plantas, das ervas aromáticas e medicinais e lançou-nos um pequeno desafio…. Levou 3 termos de chá e devia-mos adivinhar de que erva era feito cada um deles. A Mónica foi a primeira a adivinhar, era de Camomila, depois veio o de Poejo que a Pipoka logo desvendou, o último era de tomilho e fui eu a primeira a dizer. Bem…. acho que disse ao mesmo tempo que a Pipoka, mas ela já tinha o seu saquinho de Poejo…;)
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É uma conhecedora das plantas, das ervas aromáticas e medicinais e lançou-nos um pequeno desafio…. Levou 3 termos de chá e devia-mos adivinhar de que erva era feito cada um deles. A Mónica foi a primeira a adivinhar, era de Camomila, depois veio o de Poejo que a Pipoka logo desvendou, o último era de tomilho e fui eu a primeira a dizer. Bem…. acho que disse ao mesmo tempo que a Pipoka, mas ela já tinha o seu saquinho de Poejo…;)
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Para acompanhar o chá e porque nesse dia ainda não tínhamos comido nada… :)) levou 2 bolos, um de mel e outro de chocolate…. Adorei o de mel e fui logo "desavergonhadamente" pedindo a receita ;)
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E cá está ele... esta tacinha é apenas 1/3 da receita original e as únicas alterações que fiz foram reduzir a quantidade de açúcar (eu sei que os Algarvios são gulosos ;)) e transformar a unidade “cascarões”* em colheres de sopa.
.E cá está ele... esta tacinha é apenas 1/3 da receita original e as únicas alterações que fiz foram reduzir a quantidade de açúcar (eu sei que os Algarvios são gulosos ;)) e transformar a unidade “cascarões”* em colheres de sopa.
Não sei se ficou ou não igual ao da D. Otília… mas ficou o suficientemente parecido para me transportar de novo para um banco de madeira no meio da serra algarvia e ouvir a sua voz enérgica ao mesmo tempo que mexia a mãos num entusiasmo contagiante.
Foi o suficiente para voltar a ouvir o eco das vozes femininas que se atropelavam a tentar adivinhar a erva que o chá continha… enquanto havia sempre uma que dizia “calma, que ainda não chegou aqui”… :) ficou parecido o suficiente para eu ter saudades daquelas horas (e dias) felizes e isso é o que importa.
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Ingredientes:
9 Ovos
225gr de Açúcar
3 Colheres de Sopa de Mel
1 Colher de Sopa de Canela
1 Colher de Sopa de Fermento para bolos
1 Colher de Sopa bem cheia de Farinha
3 Colheres de Sopa de Azeite
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Misturar todos os ingredientes e está pronto a ir ao forno. Não se assustem que fica bastante líquido, por isso não esperem um bolo alto e fofo, fica mais um bolo baixo, suave e esponjoso.
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Eu usei uma forma de louça que não untei e como se pode ver foi fácil não ficar colado à forma. Cozi a 200º até espetar um palito no meio e este sair limpo (mais os menos 20/25 minutos) a meio achei que já estava a ficar muito corado e por isso cobri com papel vegetal para acabar de cozer sem ficar queimado.
*A D. Otília disse-nos que o azeite era medido em “cascarões” (cascas de ovo) :))