quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Bolo de Chocolate com Castanhas

Receitas de bolo de chocolate nunca estão a mais ;) Assim que vi este bolo feito pela Moira tive logo vontade de experimentar e gostei tanto que este da foto já foi o segundo :)
Na primeira vez fiz com o recheio de natas com laranja, mas na segunda vez resolvi “cortar calorias” e suprimi o recheio, usando apenas a cobertura.
Fica um bolo extremamente macio e suculento a repetir muitas e muitas vezes.
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Ingredientes para o Bolo:
200 gr de Castanhas cozidas com um pau de Canela e uma colher de chá de Erva Doce
1 dl de Leite
5 Ovos
150 gr de Açúcar amarelo
100 gr de Manteiga
100 gr de Chocolate em barra (usei com 65% de Cacau)
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Ingredientes para a Cobertura:
100gr de Chocolate em barra (usei com 65% de Cacau)
0,5 dl de Natas
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Ligue o forno a 200º. Esmague as castanhas cozidas e misture com o leite, reserve.
Bata as gemas com metade do açúcar até obter uma gemada fofa.
Derreta o chocolate com a manteiga no micro-ondas 4 minutos a 180º, também pode derreter em banho maria.
Junte o chocolate derretido às gemas e adicione o puré de castanhas, misture bem. Por fim junte as claras batidas em castelo com o restante açúcar.
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Leve as natas com o chocolate picado ao micro-ondas cerca de 2 minutos a 180º, mexa com uma vara de arames até obter um preparado homogéneo.
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Depois do bolo estar frio cubra com a cobertura ainda morna.

terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Pão de Cacau e a Memória de Dias Felizes

Existe um romance de Marcel Proust chamado “Em Busca do Tempo Perdido” em que o simples trincar de uma madalena leva o autor por memórias antigas… Tantas que preenchem vários volumes. As evocações da memória são por isso surpreendentes e muitas vezes circulares.
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Um post da Gasparzinha em que ela falava da Tessa Kiros fez-me recordar há quanto tempo não folheava este livro, tirei-o da estante e quase ao acaso “tropecei” nesta receita de pão de cacau, que por sua vez me trouxe à memória outro pão de cacau feito pela Suzana, comido numa tarde quente e feliz de Setembro, coberto de requeijão, mel e muitas gargalhadas.
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Ingredientes:
400gr de Farinha sem Fermento
15gr de Fermento Seco para Pão
40gr de Cacau sem Açúcar
40gr de Manteiga derretida
40gr de Açúcar
310ml de Leite
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Na máquina de pão colocar primeiro todos os ingredientes líquidos e só depois a farinha, o açúcar e o cacau, por fim colocar o fermento. Usar o programa “pão doce”.
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Sem máquina de pão, o leite deve ser aquecido e nele devem ser dissolvidos o açúcar e o fermento. Juntar a farinha, o cacau e a manteiga e misturar tudo muito bem. Amassar com as mãos (ou com a Bimby na velocidade Espiga) durante +/-6 minutos até a massa estar suave e elástica.
Cobrir com um pano e deixar levedar durante 1h a 1h.30m. Untar e enfarinhar uma forma rectangular, colocar a massa e deixar levedar de 30 minutos a 1h.
Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante 25 minutos.

quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Diga Ca-ra-me-lo

Caramelo não rima com Janeiro. Janeiro rima com dieta, contenção, sopa e até saladas mas nunca com Caramelo. Mas vamos esquecer que hoje é Janeiro? :)
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Este caramelo com flor de sal não é o primeiro que faço, mas se os outros não chegaram a ver a luz da blogosfera por não terem ficado fantásticos, este merece todas as honras, porque fica não só suave e aveludado como ainda por cima é delicioso.
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Ingredientes:
40cl de Natas
80gr de Manteiga (não cair na tentação de substituir por Margarina)
200gr de Açúcar
1 Colher de Café de Flor de Sal
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Levar o açúcar a lume médio até formar um caramelo não muito escuro.
Juntar a manteiga, a flor de sal e as natas, cuidado que a mistura vai borbulhar e separar-se toda, continuar a mexer até obter um creme liso e brilhante (+/- 5 minutos).
Transferir para um frasco, deixar arrefecer e guardar no frigorifico.
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É perfeito para rechear bombons, acompanhar crepes, panquecas, gelados, fazer o fundo de uma tarte de chocolate ou simplesmente comer à colher.
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A receita é deste livro, a tacinha às bolinhas é de uma das lojas mais amorosas do mundo ;) e foi-me oferecida pela Querida Helena.

segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

Roma - La Città Piu Bella del Mondo

Os caminhos da empatia são sempre para mim misteriosos… O que é que nos leva a gostar de uma pessoa quase à primeira vista? Ou de uma cidade? De onde vem o meu amor por Roma?
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Se tentar racionalizar, posso falar das cores da cidade, da luz que tudo ilumina e modifica, das omnipresentes fontes e da sua frescura, do tropeçar em cada esquina numa obra arte, das esplanadas e dos capuccinos, das motoretas que passam velozes a toda a hora e das igrejas quase vazias onde apetece encontrar o silêncio que a cidade não tem…
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Se racionalizar vejo que o meu amor por Roma vem de longe… É um amor com mais de 20 anos… Um amor quase adulto que transformou esta cidade numa das minhas cidades “sem mapa”, a minha cidade favorita no mundo, aquela onde sei que voltarei sempre, esta foi a 7ª vez e tenho a certeza que não foi a última.

Nas fotos (tiradas pelo Sr. Girassol) podemos ver a cidade com a sua incontornável Fontana di Trevi (foto 1) e o Coliseu (foto 9).

Está também a minha igreja favorita em Roma a Igreja de Santo Ignacio de Loyola (foto 6) que tem uma cúpula “falsa” absolutamente fantástica, não houve dinheiro para fazer a cúpula inicialmente projectada, por isso na seu lugar foi pintado em perspectiva aquilo que se deveria ver se houvesse cúpula.
Na foto 3 está a minha descoberta desta viagem, o Mercado de Trajano, o local onde os Romanos faziam todo o tipo de comércio, são vários andares e faz-nos pensar em quão avançados eles eram para a época, uma vez que se trata de uma estrutura quase igual aos centros comerciais da actualidade.

quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

Bolachinhas de Azeitonas

A minha última viagem deve ter sido a primeira de onde voltei sem um único livro. Um verdadeiro fenómeno. Houve alguns para os quais olhei mas apenas um com o qual mantive um longo namoro… “Leva-me contigo” dizia ele.. “És muito grande” dizia eu… “Mas sou leve” respondia ele… Isto por largos minutos… Vai... Não vai… Mas a ideia de passear com ele todo o dia falou mais alto e abandonei a livraria com a promessa de que o mandaria buscar… E assim foi… Foi chegar a casa, entrar na Amazon e faze-lo vir até cá.
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É um livro daqueles que eu gosto, com muitas coisas pequenas, que servem para presentes bonitos e para entradas em jantares de amigos. E para além de tudo isso é escrito pela autora de um dos primeiros blogs de culinária que descobri e do qual sou fã, o Calvoletto di Bruxelles.
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Numa primeira vista de olhos chamaram-me à atenção umas bolachinhas de azeitonas em espiral, mas a receita do recheio levava anchovas (que não tinha) e alcaparras (que detesto) e eis senão quando ontem a Pipoka publica uma pasta de azeitonas que me pareceu ideal.
Como tinha massa quebrada congelada foi só esperar que descongelasse, estender e formar as bolachinhas que apesar de não terem nada a ver com a receita original ficaram muito boas.
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Ingredientes para a Massa Quebrada*:
150gr de Farinha
65gr de Manteiga sem sal
1 Colher de Chá de sal
1 Colher de Chá de Açúcar
75 ml de água
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Desde que tenho Bimby faço tudo em 15 segundos/velocidade 5 mas para quem não tem é misturar tudo com a batedeira ou com os dedos até ter uma areia grossa, não se deve misturar muito para a massa não ficar dura depois de cozida.
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Ingredientes para a Pasta de Azeitonas:
100 g de Azeitonas Pretas sem caroço
1 dente de Alho
2 Colheres de chá de Parmesão Ralado
1 Colher de chá de Orégãos
2 Colheres de sopa de Azeite
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Misturar todos os ingredientes num robô de cozinha e picar até obter a consistência desejada. Na Bimby são 12 segundos/velocidade 5.
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Estender a massa formando um rectângulo com ½ cm de espessura (convêm com uma faca aparar as pontas para ficar o mais perfeito possível).
Espalhar bem o recheio de pasta de Azeitonas e enrolar como se de uma torta se tratasse.
Cortar fatias de 1cm de espessura e ajeita-las de forma a formar uns círculos.
Colocar num tabuleiro e levar ao forno a 200º até estarem douradas +/- 10 a 15 minutos.
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* Esta é a quantidade de massa ideal para um Quiche, pelo que me parece que será muita apenas para bolachas. É uma massa que congela bastante bem embrulhada em película aderente.